Histórico da Fundação à ligação do 1º plano:

Esta é uma breve retrospectiva, desde sua fundação, observando esta sequência:

- Em fins de 1968, um grupo de produtores rurais do município de Itapecerica da Serra, motivados pela necessidade de suprir, adequadamente os seus sítios, com energia elétrica, decidiram somar os esforços individuais e, juntos tentar promover a eletrificação de suas propriedades.

- O primeiro trabalho desses pioneiros e abnegado grupo de agricultores, foi entrar em contato com a tradicional concessionária fornecedora de energia elétrica na região (Light Serviços de Eletricidade S.A). Embora, a nossa região rural fosse, na época, muito deserta em redes elétricas, esse fato iria, certamente, retardar e encarecer a solução do problema. Após os estudos devidos, a concessionária de energia elétrica apresentou o orçamento das obras, a serem efetuadas, para implantação das redes elétricas e, também apresentou o montante da parcela, que deveria ser pago, pelos interessados (a título de contribuição), às concessionárias de serviços públicos, para execução de obras dessa natureza. Sendo que todas as redes elétricas de transmissão, distribuição ou derivação secundária passariam a ser de propriedade exclusiva daquela empresa de serviços públicos, conforme é legalmente estabelecido pelo Decreto Federal nº 41.019, de 26/02/57.

- Devido ao alto valor da contribuição a ser recolhida à concessionária, além de outros fatores, conclui-se pela inviabilidade do projeto, naqueles termos. Assim, tentaram outra solução. Após entrarem em contato com diversos órgãos, surgiu a possibilidade de se associarem e fundar uma Cooperativa de Eletrificação Rural. Neste sentido, o grupo de interessados que ia aumentando a cada dia, recebeu toda a orientação e a assistência técnica da Diretoria de Eletrificação e Telefonia Rurais do Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE, vinculado a Secretaria de Obras do Estado de São Paulo, através do seu diretor Dr. Marcello Oreste Bogaert, tendo sido o mais incansável lutador pela eletrificação rural, em nosso Estado.

- A Diretoria de Eletrificação e Telefonia Rurais do DAEE forneceria o trabalho de campo, como o cadastramento e o levantamento topográfico da Região a ser beneficiada e, também, faria o projeto técnico da obra e forneceria assistência, em nível de engenharia elétrica, durante a construção das redes e sempre que fosse necessário. Tudo isso seria fornecido sem nenhum ônus, aos futuros cooperados. Além disso, uma vez constituídos em Cooperativa de Eletrificação Rural, passariam a dispor de apoio financeiro, através do Fundo Estadual de Eletrificação Rural - FEER, administrado naquela época pelo próprio DAEE e, pelo BADESP (Banco de Desenvolvimento do Estado de S.Paulo), que financiava 80% do valor de qualquer obra de eletrificação rural por cooperativa, pelo prazo de 12 anos, a juros de 10% ao ano, sem correção monetária e com 2 anos de carência para iniciar a amortização , sendo que, no caso de Cooperativa, a economia é particular e os cooperados são os proprietários das redes elétricas.

- O nosso pioneiro grupo de agricultores decidiu optar pelo sistema cooperativo, por ser a solução própria e conveniente para a eletrificação das suas propriedades. Portanto, começaram com a formação do maior grupo possível e com o recolhimento dos 20% do valor do projeto eletro-mecânico básico, executado pelo DAEE. Ainda iriam se passar cerca de 2 anos, de iniciativa, conscientização, posicionamento e coordenação das pessoas interessadas. Até que finalmente, em 13 de fevereiro de 1971, foi fundada a Cooperativa de Eletrificação Rural da Região de Itapecerica da Serra - CERIS, com o objetivo básico de promover, implantar e desenvolver a eletrificação rural e tendo como área de atuação os municípios de Itapecerica da Serra, Embu, Embu-Guaçu, Juquitiba e uma parte da área rural do município de São Paulo. Em 27 de setembro de 1971, foi assinado o contrato com o Fundo Estadual de Eletrificação Rural - FEER, para o financiamento do 1º Plano de  Eletrificação Rural da CERIS, com o objetivo da implantação de 90 km, de redes elétricas, para atendimento de 158 propriedades rurais e com a carga instalada total de 1.127 kVA. A esta, assim chamada, 1ª Fase de atividades, seguir-se-ia uma 2ª Fase de atividades, abrangendo a eletrificação de mais de 400 propriedades, situadas nas áreas ao longo da Rodovia Regis Bittencourt, BR-116, desde o km 44 até o km 90. Nessas áreas geográficas, era quase inexistente a eletrificação rural.

- Bem difícil ainda foi o período inicial da CERIS. A primeira diretoria enfrentou significativos problemas e das formas mais variadas. Incluindo a enorme pressão da concessionária de energia elétrica que, possivelmente, sentiu na CERIS uma outra opção política e econômica para os proprietários e produtores agrícolas daquela vasta região, carente da eletrificação rural. A primeira diretoria energizou, em 1972, os ramais 1 e 2 e, na área geográfica entre Embu-Guaçu e Itapecerica da Serra; e, em meado de 1973, energizou as linhas-tronco dos ramais 4 e 5, na área geográfica situada entre os km 33 e 40, da BR - 116. No entanto, embora existisse uma Cooperativa de Eletrificação Rural atuando na região, com programas técnicos definidos, planejados ou em execução, a concessionária de energia elétrica começa, em 1973, a cadastrar as propriedades rurais e a ofertar e construir, com uma rapidez inusitada, redes de eletrificação rural nas vizinhanças das áreas já energizadas pela CERIS (ramais 1, 2, 4 e 5) e em início de construção (ramal 3) correspondentes à 1ª Fase; como também, e exatamente, os trechos iniciais de cada um dos eixos já projetados (Ramais 6,8,9,10,11 e 12) para as novas áreas da CERIS, correspondentes à 2ª Fase; e nada executando na área projetada para o ramal 7 (também da 2ª Fase), talvez porque esta apresentasse a menor densidade de sítios, em relação às outras áreas. Essas construções e ligações foram executadas, com recursos assumidos exclusivamente pela concessionária, sem cobrar nenhum ônus aos beneficiados (naquele ano e em 1974). Sintomaticamente, tais fatos criaram um clima de dúvida, entre os proprietários e habitantes daquelas regiões. Ocorrendo um esvaziamento no interesse pela Cooperativa e um certo desânimo geral, somados com as naturais dificuldades, que existem numa Cooperativa nova, em fase de construção e com, ainda, poucos cooperados ligados (em torno de apenas 80, em meados de 1973).

- A primeira diretoria da CERIS, cujo mandato ainda iria até março de 1974, resolveu renunciar coletivamente (Conselhos Administrativo e Fiscal), em setembro de 1973, e convocar uma Assembléia Geral Extraordinária que apresentava, como um dos itens da ordem do dia, a discussão e votação da dissolução voluntária da CERIS, nos termos da legislação em vigor. Nesta Assembléia Geral, que se realizou em 7 de outubro de 1973, foi lido um ofício da concessionária, onde a mesma aceitava assumir a operação das linhas elétricas e concluir a 1ª Fase, pela transferência do acervo correspondente para a propriedade daquela empresa. O plenário dessa Assembléia, após debate e análise, deliberou pela continuação da CERIS, fazendo eleger a segunda diretoria da CERIS.

- A segunda diretoria da CERIS usou de todos os recursos para contornar a crise existente e reativar o crescimento da mesma. Assim, começou por realizar gestões, junto à presidência do BADESP - Banco do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, que havia passado a ser o novo administrador do FEER - Fundo Estadual de Eletrificação Rural, conseguindo promover positivamente dois fundamentais eventos: (a) o reescolocamento da dívida da CERIS (financiamento original do 1º plano) e (b) a concessão de novo financiamento, para continuação das obras do 1º plano  (parte dos ramais 4 e 5 e quase todo o ramal 3). A segunda diretoria também iniciou a retomada do ritmo inicial da CERIS, dando um novo impulso nas atividades em geral; como, também, lutando na conscientização e no desenvolvimento dos princípios e das atividades cooperativistas. Infeliz e subitamente, em menos de seis meses, após a eleição da segunda diretoria da CERIS, ocorre nova crise: o falecimento do diretor secretário; em seguida, o afastamento do vice-presidente, que havia se licenciado, para viagem de 6 meses ao exterior; e, quase simultaneamente, o presidente adoece gravemente, vindo a falecer pouco tempo depois. É convocada nova Assembléia  Geral Extraordinária e, em 21 de julho de 1974, é eleita a terceira diretoria da CERIS. - Afortunadamente, a terceira diretoria da CERIS logrou chegar até a sua substituição regular, ocorrida no último exercício, sem que tivesse havido qualquer revés grave. No período da terceira diretoria e após, observa-se uma grande expansão da CERIS, tendo sido desenvolvidos satisfatoriamente, vários programas de atividades, das quais vale destacar: - A assinatura dos contratos com o BADESP, referentes à prorrogação da vigência do financiamento original e o novo financiamento suplementar ao  1º Plano de Eletrificação (que haviam sido iniciados e conseguidos pela diretoria anterior). E, também, a realização de todo o processo, que resultou no segundo e último financiamento suplementar ao 1º plano. Desta forma e, finalmente, em junho de 1976, chegou-se a energização e ligação definitiva daquelas 158 propriedades rurais, origem da fundação da CERIS, após quase 5 anos e meio depois.

- No final da década de 70 a CERIS assume novo contrato de financiamento administrado pelo GEER- Grupo Executivo de Eletrificação Rural do Governo Federal, tendo como órgão executor a FECOERESP- Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do Estado de S.Paulo.

- Em 2002 participa do programa de financiamento do Programa Luz da Terra promovida pelo Governo Estadual.

- Em 2007 participa do financiamento do Programa Luz Para Todos do Governo Federal administrado pela ELETROBRAS vinculada ao MME (Ministério de Minas e Energia).

- Finalmente em 29/04/2008 através da Resolução Autorizativa nº 1350, a ANEEL –Agencia Nacional de Energia Elétrica, promove o enquadramento da CERIS como Permissionária de Serviço Publico de Distribuição de Energia Elétrica, cujo contrato é assinado em 12 de junho de 2008 e publicado no Diário Oficial da União, sendo também possível ver nos links abaixo:

1) Contrato de Permissão para prestação do serviço publico de distribuição de energia elétrica nr.005/2008-aneel

2) primeiro termo aditivo ao contrato NR.005/2008-ANEEL

Os dados atuais da CERIS são os seguintes:

Municípios abrangidos: 05 (Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Juquitiba e São Paulo).

Quantidade de Cooperados: 3.624

Quantidade de Clientes: 4829

Quantidade de Transformadores: 837

Extensão de rede: 338,6 km

Potência instalada: 21.058 kVA

Número de pontos de tomada de energia: 15
 

· Atualmente a CERIS é administrada pelo diretor-presidente Sr. Antonio Cesar Gerassi, eleito na Assembléia de 28/03/2010, para o quadriênio de 03/2010 à 03/2014.

MISSÃO, VISÃO E VALORES

MISSÃO

Distribuir energia elétrica para os associados e consumidores com qualidade e ótimo atendimento, fortalecendo o cooperativismo.

VISÃO

Ser referência pela excelência na prestação de serviços, distribuição e geração de energia elétrica.

VALORES

• Associados e colaboradores

• Excelência em serviços e distribuição de energia elétrica

• Ética

• Transparência

• Responsabilidade social

• Desenvolvimento regional e meio ambiente